Itaú Unibanco eleva lucro no 4º tri, prevê queda das provisões em 2017

Lucratividade de outubro a dezembro somou R$ 5,543 bilhões
 O Itaú Unibanco teve leve alta sequencial do lucro no quarto trimestre, uma vez que conseguiu compensar a queda nos empréstimos com menores despesas administrativas e com provisões para calotes, além de maiores receitas com recuperação de crédito, e melhores resultados de tesouraria.
O maior banco privado do país por ativos anunciou nesta terça-feira (7) que seu lucro recorrente atingiu R$ 5,817 bilhões no período, alta de 4% sobre o trimestre anterior e de 1,8% contra mesmo período do ano anterior.

Em termos líquidos, o lucro de outubro a dezembro somou R$ 5,543 bilhões, alta sequencial de 2,8% e queda de 2,7% na comparação ano a ano.

O número refletiu principalmente a provisão para perdas com calotes, líquido das recuperação de crédito, que caiu 7,8% ante o trimestre anterior, a R$ 4,82 bilhões. Além de ter feito provisões menores, o banco também conseguiu maiores receitas de recuperação de créditos já baixados a prejuízo.

No fim de 2016, o índice de inadimplência acima de 90 dias era de 3,4%, recuo de 0,5 ponto ante o trimestre anterior e alta de 0,2 ponto sobre o final do ano anterior. A forte queda na base sequencial refletiu em parte o efeito de uma grande empresa, que fez o índice dar um pico no trimestre anterior.

Já a despesa não decorrente de juros, que inclui pagamento de salários, caiu 3,6% na base sequencial e ficou praticamente estável ano a ano, a R$ 11,9 bilhões.

Na outra ponta, as receitas de prestação de serviços subiram 2% sobre o terceiro trimestre e 1,36% ano a ano, para R$ 7,98 bilhões.

A carteira de crédito do Itaú Unibanco voltou a registrar retração, refletindo a economia do país em recessão. No fim de 2016, o estoque de financiamentos da instituição, incluindo avais e fianças, somava R$ 562 bilhões, queda de 1% em três meses e de 11,5% sobre o fim de 2015.

O movimento refletiu sobretudo a queda anual de 17,3% na carteira para grandes empresas e de 14,9% das operações latinoamericanas, estas refletindo a queda do dólar.

No último trimestre de 2016, o banco também registrou queda de 3,9% da margem financeira com clientes em relação aos três meses anteriores, refletindo principalmente um baixa contábil de R$ 1,255 bilhão.

O retorno recorrente anualizado sobre o patrimônio líquido atingiu 20,7%, acima dos 19,9% do trimestre anterior e menor que os 22,1% de um ano antes.

Previsões

Para 2017, o Itaú Unibanco previu forte queda no volume de provisões consolidadas para perdas com inadimplência, fixando uma faixa de R$ 14,5 bilhões a R$ 17 bilhões. Em 2016, o volume total provisionado foi de R$ 22,4 bilhões.

O banco também previu para sua carteira de crédito de estabilidade a expansão de 4% neste ano, mas que a margem financeira terá contração de 0,5% a 4% no período, para o qual é esperada mais queda da Selic.

Para as despesas não decorrentes de juros, as chamadas despesas administrativas, a faixa de crescimento prevista pelo banco é de 1,5% a 4,5%.

*Reuters

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