Crise da Oi não ameaça bancos, diz presidente da Febraban

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A recuperação judicial da Oi, anunciada nesta segunda (20), não ameaça os bancos brasileiros, segundo Murilo Portugal Filho, presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). (Fernanda Perrin)

A empresa de telefonia incluiu cerca de R$ 65,4 bilhões em dívidas no pedido à Justiça, valor recorde no Brasil.
Questionado se a situação da Oi coloca os credores em uma situação de risco, diante da possibilidade de não receber os valores devidos, Portugal disse que os bancos estão “muito bem provisionados”.

Assim, o mercado não seria atingido de forma profunda por uma eventual falta de pagamentos da empresa.

“Atualmente, o nível de provisões do sistema representa mais de 80% do valor dos créditos, então há uma margem grande para absorção de choques”, disse Portugal a jornalistas no Ciab, congresso sobre tecnologia da informação das instituições financeiras realizado entre os dias 21 e 23 de junho em São Paulo.

Em um período de recessão econômica, os bancos estariam se antecipando a “possíveis riscos”, afirmou o presidente da Febraban, e estariam preparados para eventuais novos pedidos de recuperação judicial.

Portugal citou outros indicadores que mostrariam a solidez do sistema financeiro nacional, como o índice de liquidez de curto prazo de 190% –mesmo em uma “situação de estresse”–, quando o mínimo regulatório exigido é de 100%.

Ele também disse não ver necessidade de mudanças no arcabouço legal que rege negociações de dívidas nem na regulamentação do setor financeiro –uma das mais rígidas do mundo. “É um ativo do nosso setor financeiro que nos diferencia e reduz o custo de captação no nosso sistema e que devemos preservar”, afirmou. (Fonte: Folha.com)

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